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Marry me or Break me

Nov. 6th, 2009 | 11:43 pm

Ele estava tão nervoso, como se pensasse no que ia fazer. Suas pernas tremiam e ele secava as mãos na calça, enquanto eu fingia não perceber e puxar algum outro assunto. Milhões de pensamentos passavam pela minha cabeça, eu não sabia o que ele estava fazendo, ou tinha feito, mas eu meio que não queria saber. Só a mísera tensão do pensamento de perde-lo, ja me fazia querer pegar o pote de sorvete e enfiar minha cabeça. Não, ele não poderia querer terminar comigo. Eu acho que ele não precisaria me trazer no parque se ele fosse me contar que ele me traiu. Eu estava fitando-o sem perceber, nervosa e ele sorriu. Eu esqueci tudo por um segundo e tentei absorver aquela cena. O jeito como seu cabelo fica todo bagunçado como se ele tivesse acabado de acordar, a ruguinha que ele fica quando ri e a barba rala que ele teve preguiça de fazer, porque hoje é sexta e no meio dela as covinhas que quase escondidas normalmente, estão intesamente afundadas, me puxando também para dentro.
Tudo isso passou por uma fração de segundo, ele tocou minha cintura e pegou minha mão. Seus dedos entrelaçaram os meus e eu fechei levemente os olhos, o que não deveria ter feito, porque ele me puxou para segui-lo e eu tropeçei em meus pés. Ainda bem que ele estava lá para me segurar. Ele sempre estava lá. Rimos e ele continuou me guiando, agora atrás de mim, as mãos úmidas delicadas na minha cintura. Passamos pelo lago, sentindo o vento passar por nós e balançar a arvore, o que fez eu me encolher um pouco pelo frio. Ele me abraçou e sentamos no banco.
Era meu banco favorito. Eu vinha para ler, para olhar o parque e refletir. Quando chovia, eu vinha com meu guarda chuva para olhar as gotas caindo no lago. Ou sem ele. Mas ele não sabia completamente disso, esse era meu esconderijo. Sentei confortavel e tudo quase desapareceu novamente, mas ele abriu a boca para falar e a fechou. Eu olhei para ele, confusa.

- Sabe, foi aqui que eu a vi pela primeira vez. Você estava com seu agasalho vermelho e jogou sua cabeça para trás. Eu queria sentar do seu lado e perguntar se você estava bem, eu queria saber o seu nome e o que você estava fazendo aqui. Eu queria saber como você veio e o que você faz antes de dormir. Mas não tive coragem. Não naquele momento. Eu passei a vir todos os dias, ou a maioria deles, no mesmo horário para tentar te encontrar, mas você nunca vinha. Passou pela minha cabeça que eu tive uma ilusão, que você não era real e eu tentei te esquecer. Foi naquele momento que eu sabia, sabia que era você.

Eu tentei murmurar alguma coisa, mas eu não tinha nada para falar. Tentei lembrar dele, me perguntei porque eu não voltei, o que eu estava fazendo que era mais importante do que conhecê-lo. 

- Acordava todos os dias pensando na sua jaqueta vermelha e na sua calça jeans rasgada no joelho. Imaginei coisas sobre você, sobre seu jeito e o como era quando você ficava brava.  Ri da lembrança dos seus pés no banco, os joelhos juntos, como uma criança sentada ouvindo uma história. Fiquei com medo que você tivesse encontrado o amor da sua vida. Esse pensamento sempre aparecia tentando me por um pouco para baixo. Acho que era a parte racional de mim dizendo para esquece-la. Quais a chance de te ver de novo ?
Decidi voltar mais uma unica vez. Se te encontrasse, eu não iria paralisar agora, se não, eu não voltaria mais.
Quer saber? você não estava. Tinha um papel no banco, meio amassado, esse papel - Ele tirou um papel ja meio amarelado do bolso da jaqueta de couro e brincou com ele nas mãos. Quis le-lo, mas voltei a olhar sua boca, queria saber a continuação da história, a minha história, que eu nem sabia que existia. - não era seu. Peguei na esperança de que fosse seu nome, sua letra, você na verdade. São frases da biblia, mas nunca fui muito religioso. Não joguei, porque de certa forma, era a única parte sua que me pertencia.
Eu sei que tudo isso parece loucura, que eu soou como um psicopata, mas eu também não sei explicar, eu me dexei levar. Foi algo nas pontas mais claras do seu cabelo que batiam no banco quando você colocou a cabeça para trás, ou a tranquilidade no seu rosto, como se tudo desaparecesse naquele momento. Como você fez mais cedo, quando eu lhe puxei e quase caiu. Eu adoro o jeito como você faz tudo esperar um minuto.

- E ai? - falei, ansiosa e ele riu. Uma risada gostosa e calma.

- E ai que eu não te encontrei naquele dia. E por um tempo, eu desisti mesmo. Achei que era um sinal para eu parar de ser idiota e deixar isso pra lá, veja, tinha muito mais motivos para eu desistir do que chances de te encontrar, mas eu não o fiz. Eu passava por aqui toda semana e esse acabou sendo meu lugar favorito. E ninguém me encontrava, então eu vinha só para ver o mundo em ação e sentava bem aqui.
E então veio a chuva. Eu estava observando as nuvens se formarem sobre minha cabeça e quando os primeiros pingos cairam eu já esperava por eles, mas havia algo mais que eu não estava esperando quando eu olhei para cima. A jaqueta vermelha agora era uma camiseta preta com algo escrito, não me lembro muito bem, mas era uma frase engraçada e quando eu dei uma risada abafada, você olhou para mim e sorriu, envergonhada. Pensei que todos deviam fazer a mesma coisa. Ao contrário de todos que estavam correndo da chuva, você sentou na outra ponta do banco. Minhas mãos tremeram de leve e eu pensei tanto nesse momento
que eu achei que eu saberia o que fazer. Exatamente o que falar, sem parecer idiota. Eu falei alguma coisa, mas você estava com seus olhos fechados e eu não quis estragar. Olhei sua roupa ficando molhada e achei inteligente seu cabelo estar preso. Mas minhas mãos coçavam para solta-lo, você ficaria linda com eles grudados no seu rosto. Você deve ter sentido aquela sensação estranha de quando olham para você, pois você abriu seus olhos e olhou para mim. Tentei disfarçar, mas não queria correr o risco de tirar os olhos de você e você desaparecer novamente.

- Você costuma pegar muita chuva? - Eu precisei de um momento para processar que você estava falando comigo. Eu ri, porque foi inevitável. Ri pelo que você faz comigo e você nem sabe, ri por também não saber.
- Só quando eu quero fugir dos outros tipos de nuvens. - Achei meio idiota no momento, mas você riu. Controlei o impulso de me aproximar e pegar sua mão.
- É, eu também. - Ficamos ali, alguns momentos em silêncio, escutando os pingos de chuva e ao mesmo tempo, os sentindo. - Eu adoro o cheiro que a chuva deixa.

Seu celular tocou e eu gelei. Não queria que você fosse embora, de certa maneira eu esperei muito tempo por isso. Você olhou para tela e o colocou no bolso novamente. Olhou para mim e eu devia estar com uma cara muito curiosa porque você disse:
- Nada que não possa esperar.

- Concordei sem palavras e encostei minha cabeça no banco. Você disse seu nome, eu disse o meu sem olhar para você.  Mas eu sentia você olhando para mim. Adorei a sua atitude, porque essa me falta. E ali, faltava mais ainda. Era algo relacionado com sua buxexa corada, mesmo com o frio, como elas estão agora enquanto você me olha como olhou aquele dia. Curiosidade e algo mais. Algo que me prende em você  - ainda hoje.

Claro que você sabe o que aconteceu depois. A chuva parou e a gente andou juntos até a sua casa. Você me contou sobre o seu trabalho e sua família. Eu falei um pouco sobre mim e a gente riu. Tudo fluiu tão fácil. Ficamos em silêncio uma ou duas vezes mas você sempre falava algo e continuavamos. Paramos em frente ao seu apartamento, ele era meio antigo, como a antiga Nova York e tinha uma arvore alta na calçada. Embaixo dela, sentindo os ultimos vestigios de chuva nos despedimos. Você falou tchau e continuou parada, olhando para mim. Eu me aproximei e passei meus braços por você, te abraçei. Você se perguntou porque eu não a beijei? Você também queria ? Esperei você entrar e fui caminhando, em direção errada. Minha casa era do outro lado, mas eu não me importava. Escutei alguns passos se aproximando, mas não parei ou desviei para dar passagem. Continuei andando, relembrando todos os detalhes da conversa, como se ouvisse repetidamente uma canção.

- Hey, você quer tomar um café qualquer dia?
Era você, atrás de mim, com as mãos no bolso e os cabelos grudados. Percebi sua vergonha, seu medo e queria lhe abraçar de novo. - Amanha na praça?

- Claro.
- A hora que a chuva começar então. - Você sorriu e aqui estamos. Durante esse tempo que estamos juntos todo lugar a gente fazia nosso lugar, mas eu continuei vindo aqui. E sentando nesse banco. Eu também via você aqui e sentava naquele banco atrás, só para ver o mundo parado e esperando outra vez. Por isso, hoje, eu achei que não haveria lugar melhor do que aqui, onde tudo começou.

Eu não havia falado nada desde aquela hora. Eu estava surpresa e feliz, revivendo e vivendo essa história, agora mais completa. Ri ao lembrar de correr atrás dele, com medo de que não o visse mais. E respondi sim quando ele perguntou se eu queria que ele me beijasse, naquele dia e até que ele efetivamente me beijou, no café, quando eu entrei e ele estava lindo com seus jeans e a mesma jaqueta de couro que ele esta agora. Eu entrei, procurando por ele, nervosa e ele estava parado, encostado na madeira da parede. Ele andou até mim, colocou as mãos na minha cintura e me beijou. Eu me lembrei de falar oi depois disso. 
Ele tirou uma caixa de joia do bolso e abriu para mim. Eu olhei para ele e então para caixa. Era um ferrinho, daqueles de fechar o pão, dobrado em forma de anel. Mas não era qualquer um, era o roxo. Reconheci porque ele foi o único dessa cor que eu vi. E porque eu que o coloquei em forma de anel e falei que eu não ia mais tirar. Era o ferrinho da primeira manhã que tinhamos dormido juntos. Ele que amarrou o saquinho do pão que comemos na casa dele e eu fiquei triste de ter que devolve-lo.  

- Você se lembra disso? - Achei engraçado ele perguntar, porque é claro que eu me lembrava e ele sabia disso. Ele soube quando abriu a caixa e eu emiti algum grunido estranho. E um sorriso tão grande que o canto da minha buxexa dueu.

- Você guardou?
- Claro. A gente precisa de uma aliança para nos casar.
- O que?
- Se você quiser, casar comigo, lógico.

Eu puxeei o ferrinho, mas ele enroscou em algo. Peguei a caixinha e tentei tira-lo delicadamente para não estragar, eu realmente não queria que algo acontecesse com ele, mas ele estava pesado. Porque na ponta dele, estava um anel prata, com varias pedrinhas que brilhavam como o olho azul- cinza dele. Eu achei que não havia mais nada para ficar surpresa. Eu olhei para ele e todo o seu nervosismo se transformou em divertimento. Eu me sentia uma criança, mas a mais feliz do mundo.

- Serve?

Coloquei os dois. O ferrinho e o anel. E ambos serviram como se tivessem sido feito sob medida para mim, assim como ele. Quase como um conto de fadas, ou um quadro. Não consegui tomar nenhuma atitude naquele momento, minha felicidade não cabia em mim. Ele se levantou e ficou de frente para mim. Me ajudou a também levantar e me beijou. Me beijou com tanta vontade como a primeira vez. Como depois da nossa primeira briga e a primeira vez que ficamos uns três dias sem nos ver. E naquele momento eu não mais sabia, eu tinha certeza, que era ele.

Começou a chover. - Eu sabia, desde aquele dia - Ele disse, como se lesse meus pensamentos. Ou eu falei isso alto?


FIM

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Coisa mais linda q eu ja vi !

Nov. 2nd, 2009 | 12:56 pm

Na vdd eu queria guardar isso num potinho
e só abrir num certo dia
mas eu to cm medo do meu pc pifar
e eu perdeeer isso



Bekka - nao diz:
naum fica se culpando por n se apaixonar pelas pessoas
Bekka - nao diz:
voce tem 17 anos e meio,um dia vai encontrar aquele cara que faz paaaaaaah
Bekka - nao diz:
e ai,vai ser mais paaaaaaaah ainda....do q as pessoas pa's normalmente
Deeeeeehzinha      = ) diz:
vc promete ? 
Bekka - nao diz:
promeeto :]
Deeeeeehzinha      = ) diz:
okaaay, entao ta bom =)
Bekka - nao diz:
com sinos batendo,pézinho levantando
Bekka - nao diz:
pode ser que enrosque na rede.. a lá diario da princesa :]
Bekka - nao diz:
e voce vai VENERAR o cabelo dele bagunçado,mais do que bife com batata frita
Bekka - nao diz:
e enqto ele estiver t bjando.. vc n vai ficar pensando
FODEUFODEUFODEU
Bekka - nao diz:
vc vai pensar...
Bekka - nao diz:
nada :]
pq vai ser o melhor beijo da sua vida.
Bekka - nao diz:
que vai mudar seu conceito de ficadas.
Bekka - nao diz:
e seu conceito de caras gostosos,porque por mais magrelo q ele seja ,vai ser o cara mais gostoso que voce ja viu :]
Bekka - nao diz:
voce vai olhar pra ele sem pensar no tamanho do pinto
Bekka - nao diz:
:]
Bekka - nao diz:
que pra voce,vai ser otimo do tamanho que forr
Bekka - nao diz:
e vai acha-lo lindo quando ver ele com cara de acabei-de-acordar-e-estou-na-guerra
Bekka - nao diz:
ou quando ele estiver molhado que nem um pintinho : o
Bekka - nao diz:
vai imaginar q o mundo inteiro morre de inveja de voce,porque VOCE esta com ele :]
Bekka - nao diz:
e q o mundo inteiro queria estar no seu lugar,sentada no sofa,vendo algum filme besta pela 90° vez.
Bekka - nao diz:
pq ele ta do seu lado :]
Bekka - nao diz:
e dai voce nem vai lembrar q um dia teve outro cara que te fez rir
pq com esse vc vai rir mto mais
Bekka - nao diz:
e voce nao vai precisar ficar bebada pra falar idiotice e fazer coisa tosca com elee
e nem por isso ele vai te julgar
Bekka - nao diz:
e diferente do resto do mundo,voce vai adorar qndo ele te pegar no colo,pq ele tem "aquele" jeitinho
Bekka - nao diz:
quando ele te ligar de madrugada voce nao vai estressar :]
Bekka - nao diz:
quando ele elogiar a cor da sua meia,voce vai se sentir a mina mais linda do mundo
Bekka - nao diz:
e quando ele te acordar com um tosco beijo na testa,ao inves de voce achar tosco,vai descobrir q foi a melhor coisa q ele poderia ter feito
Deeeeeehzinha      = ) diz:
e q era tdu q vc precisava
Bekka - nao diz:
quando ele gritar que voce ta gorda,voce vai achar engraçado ao inves de ficar complexada
Bekka - nao diz:
principalmente depois q ele falar q adora sua barriga :]
Bekka - nao diz:
ele vai te morder causando coisas que voce nem imaginava que podia sentir
Bekka - nao diz:
e ai voce vai descobrir,que todas as experiencias com homens que voce teve na vida.
sao nulas.
pq com ele todas as coisas sao diferntes
Bekka - nao diz:
tudo q vc ja ouviu,ou pensou que sabia
nao tem mais sentido nenhum
Bekka - nao diz:
dai voce depois d um dia inteiro estressada,voce sente sono quando encosta nelee
pq ele te deixa em paz
Bekka - nao diz:
e voce pode dormir por horas em cima do braço dele(que vai ficar dormente),babar,roncar
e ele ainda vai estar com aquela cara de bobo olhando pra voce e te achando a mais linda do mundo :]
Bekka - nao diz:
seja depois de brigar com seus pais,com suas amigas,ou dakele dia vazio e chato q te deixou emocore
Bekka - nao diz:
aqueles cinco minutos que voce se encontrarem,vai valer o dia todo,a semana toda.
Bekka - nao diz:
e foda-se se suas amigas te acham tosca porque voce fica com akele sorriso besta,viajando enqto fala com ele o celular
Bekka - nao diz:
e foda-se que seus pais nao gostem de nada que voce faz
porque voce tem alguem q gosta,que te conta tudo e te deixa confiar
Bekka - nao diz:
que sabe onde tocar,e com que palavras flar pra voce entender
Bekka - nao diz:
que briga com voce com razao,e mesmo que nao deva,pede desculpas..soh pra nao ficar longe
Bekka - nao diz:
e dai um diaa voce vai parar,com uma flor breguinha no cabelo,sentada na beira da praia
Bekka - nao diz:
e olhar a bunda dele indo pegar um pastel pra voce
Bekka - nao diz:
e pensar
que seu coração foi de pedra um dia.
Bekka - nao diz:
mas que valeu a pena,tudo que voce ficou triste ou brava pcausa disso
Bekka - nao diz:
pq agora n importava mais :]
Bekka - nao diz:
pq soh oq importa eh o por do soll
e a areia que vai entrar no seu biquini quando ele te derrubar.
Deeeeeehzinha      = ) diz:
aheuahuehauehaueah
Deeeeeehzinha      = ) diz:
qm disse q contos de fadas nao existe eh um idiota
Bekka - nao diz:
viajei
cala boca rebeca
Bekka - nao diz:
heuahe
Deeeeeehzinha      = ) diz:
e se isso nao acontecer cmg um dia?
Deeeeeehzinha      = ) diz:
e minha vida for repleta de homens, mas sem o PAH
Deeeeeehzinha      = ) diz:
e eu acabar rica e sozinha num apartamento cm uma tv enorme e um pacote de cheetos?
Deeeeeehzinha      = ) diz:
ow na europa, d ferias
Bekka - nao diz:
hauahuahauh
Deeeeeehzinha      = ) diz:
ow escrevendo no meu notebook?
Bekka - nao diz:
todo mundo tem um pah
Bekka - nao diz:
mas tem gente que sabe aproveitar
Bekka - nao diz:
e tem gente que tem medo.
Bekka - nao diz:
e foge na hora do beijo,soh pq o pé levantou

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I go and spoil it all by saying something stupid

Oct. 17th, 2009 | 12:59 am

like I love you..




Nancy/Frank Sinatra







maybe I never said because youre the only one who can actualy break my heart
maybe I was to afraid of fail
maybe.

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Hey Jude

Oct. 4th, 2009 | 09:21 pm


eu sempre adorei o jeito como seu olho sempre parecia estar com lápis preto
e isso foi a primeira coisa que eu notei quando você estava parado a alguns cm de mim.
eu não havia te reconhecido ainda. eu só estava lá, parada, sendo sugada por aquele pequeno detalhe nos seus olhos, sem pensar, até que uma corrente de adrenalina passou pelas minhas veias.
Meu coração acelerou, meu joelho falhou. Era você.

Lembrei da sua mão na minha, de você sorrindo, de você me puxando e aquela cara que só você sabe fazer, antes da gente se beijar pela primeira vez.

Quando você correu após o jogo até onde eu estava, pra apontar o dedo em minha direção e dizer que era meu. Que o gol que venceu o jogo era nosso feito.

Lembrei do bebedouro, da briga com o nosso melhor amigo, dos bilhetes, do teatro, de quando você pixou meu nome na carteira e de ter me apaixonado.
Na primeira vez que eu procurei alguém pela sala, você estava lá, olhando pra mim. E eu me apaixonei,
quando meu telefone tocou e eu sentei no chão para falar com você.
Coloquei a mão para ouvir melhor e tentei não rir tão alto, para não ser descoberta, para que não soubessem que naquele momento, eu estava sentindo algo por você.


Você me disse, naquela época, algo sobre quando a gente tivesse 18 anos e eu te visse, ia me orgulhar de ter beijado você.
Bem eu estou aqui. Eu tenho dezoito e eu sei que seu aniversário está chegando, outubro não é?


Eu sorri. Sorri e andei, quebrando aquilo que me deixava paralisada e presa, uma última vez, em você.
você foi se afastando cm por cm de mim e todos aquelas lembranças que apareceram foram ficando tão distantes quanto você está agora. Continuei andando e olha, eu me orgulho. De ter te beijado e de ter tido você na minha vida.


Então, feliz aniversário adiantado. E espero que você nunca leia isso, as palavras que eu dexei de dizer, para que eu não fosse descoberta.

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faz parte do conjunto

Sep. 30th, 2009 | 06:12 pm


eu amo, até que eu não ame mais
eu quero, até qndo eu não queira mais
eu gosto, ate que eu não goste mais
eu estou perto, até que eu esteja longe
eu sou quente, até que eu sou fria
eu falo, até que eu fique quieta


eu sou assim
e posso mudar de idéia sem avisos prévios
posso nao gostar mais ou posso voltar a gostar


vcs sempre souberam disso.

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a little more of you

Sep. 28th, 2009 | 10:25 pm


it is awful to feel
that you aren´t destined to great things
maybe I was born in a wrong time
maybe there is nothing to die for

everyday you go to sleep
wishing you sleep more, so you can dream more
because is the only time you are whatever you want to be

you can go and get a sword
or step up and do somepthing
you can give the best of you

because the way we living
or sub living is not brave
we don´t have a real thing for fight
our injustice is the stupid of others

our fears are caused by.. well. to the feel
of not be accepted, by a concept
and one that doesn´t matter


I will never be part of something big
something that will actualy make some diference

I am just another person
in the middle of billions of others
and nobody is really important


and no one cares about that.
no one wants to.. echo to eternity,
be a example, be remembered - not for the rights reasons at least!





So. I just want to sleep a little more in this morning.

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(Espero que você tome aulas com a próxima garota e tire um momento para dançar)

Sep. 6th, 2009 | 04:01 pm


Eu senti, quando você pegou em minha mão.
Estava andando, tentando por um pé sobre o outro, concentrando todas as minhas forças para não parar e correr até você.
Você pegou minha mão, ela escorregou, você puxou-me pelo braço.
Estavamos frente a frente, segui seus olhos, os vi tão fixos nos meus quanto em minha mente você era a única coisa naquele lugar.
Mesmo estando no meio da avenida, ali era eu e você e só.
Esperei para ouvir o que você tinha a dizer. Não queria ouvir, só queria seus braços em volta de mim, sua boca na minha.
Pela primeira ou pela última vez.
Eu poderia ter feito isso, poderia ter soltado sua mão do meu braço e escorregado as minhas pelo seu quadril. Poderia ter ficado nas pontas dos pés e encostado meus lábios nos seus. Os deixando lá, sem pressa.Naquele momento,sem você, eu não teria onde ir, eu mal conseguia me lembrar porque eu estava andando mesmo.
Seus dedos desceram até o meu dedo, eles se encaixaram, mas você ainda estava tão longe.
A mágica estava sendo perdida, o brilho estava ficando fosco. Pisquei rápido para não deixar desaparecer. Pressionei suas mãos, queria te acordar ou me acordar. Esses 30 segundos foram os mais demorados de agosto.
Por favor, faça algo. Faça algo ou deixe-me ir.
Não, não me deixe ir. Eu sei que você me quer aqui.
Você me olhava como se estivesse tentando me ler, mas querido, você não pode.
Então apenas faça o que tem que ser feito.
Eu falei para você, eu nunca senti isso antes, essa vontade de ficar. Eu falei alto o suficente?
Achei que de alguma maneira, essa seria a resposta, a sua resposta, com seu jeito fora do comum, sem rosas, com um beijo escondido na sala proibida.
E que todas as nossas diferenças não importariam, porque você estaria dentro de mim e eu dentro de você. Mesmo que não literalmente.
Me encoste no vidro, empurre seu osso do quadril contra o meu e me deixe bagunçar seu cabelo. Eu quero sentir seu perfume em mim.
Estou cansada de sonhar com isso.
Eu queria você por inteiro.
Então você entende porque eu soltei meus dedos do seu e voltei a andar. De costas para você, sem que seus olhos pudessem me hipnotizar, eu andei contra você. Como um protesto silencioso eu me afastei e cada vez que meus tenis desamarrados batiam no chão, eram o meu adeus.
Não adianta tentar me alcançar agora, não adianta se deixar sentar e me olhar indo, como você fez.
Porque eu estou quebrada também. Porque a cada passo que eu dou, eu escuto o seu adeus quando na verdade, você que deveria ouvir o meu.

Mas essa foi a nossa ultima quase dança de amar.
Porque agora eu me lembro porque e para onde eu estava indo. E ter sua mão em minha mão, não é mais necessário, nem tão importante quanto ir.



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o sol da noite

Sep. 1st, 2009 | 07:39 pm

É um misto de frustração, tristeza, raiva... um pouco de deja vu.

Eu ja passei por isso antes. Eu ja fingi que eu estava bem, quando eu não sabia se matava ou morria.
somos comodistas. a gente se acostuma a tudo, até aquele dia que não conseguimos dormir.
Sem nada ter acontecido, é tão dificil fechar os olhos. As pernas formigam, há uma inquetude em cada quanto do seu corpo.
Porque você está cansado. cansado de seguir as regras, de se conformar, de esperar.
De esperar que as coisas mudem, porque não se há muito o que fazer. E de estar sempre sozinho nisso, mesmo quando há um mol de pessoas ao seu redor, vc olha para o lado e é só você ali, com seus pensamentos e seu formigamento idiota.

Você quer ver diferença, vc quer ser a diferença. E nesses minutos em que sua cabeça gira e um misto de sentimentos pulsa 120 vezes por minuto, você é um revolucionário. Como se um raio tivesse te atingido, Você se sente forte e destemido.

Então você respira fundo, olha para o lado e coloca os pés no chão. Ameaça levantar mas tropeça.
A coberta cai sobre você e dá para sentir o gelado do chão nas suas costas e ali, naquele momento você fecha os olhos e simplismente dorme.
Dorme e esquece. Mas ali, em algum lugar dentro de você, algo fica escondido e guardado.
À espera de uma nova revolução.


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mas é claro que eu te amo.

Aug. 20th, 2009 | 08:41 pm

eu acho que esse título vale por enquanto.
me desculpe pelo modo como eu estou agindo, eu sei q vai passar
e eu sei q eu vou poder apagar esse post, porque tudo vai voltar ao normal,
porque é claro que eu te amo, amiga.

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Cuz I know, how I feel, about you know

Jul. 25th, 2009 | 12:46 pm



Achei que seria mais uma das minhas bricadeiras, de inventar olhares e fingir sentimentos.
Acreditei ter todo o controle sobre você, até que me perdi de mim.
Tentei então, dar uma risada e parar de brincar, estava ficando meio assustada ( é a beleza de brincar de ser sério).
Me afastei, me aproximei, implorei pelo seu olhar. Lhe observei escondido, desenhei o contorno do seu pulso na carteira, afim de esquecê-lo.
Desejei secretamente afundar meus dedos em seus cabelos, só para ter seus olhos nos meus
e fazê-lo entender.
Listei tudo o que não me agradava em você,mas acabei sorrindo pensando nas que me agradam. Ignorei.
Culpei a ausencia de jogos, só que eu estava tendo um agora mesmo. Não era você.
Forcei esquecer, me controlar. - Estava girando fora de controle, em torno de você.
Respirei fundo, arrisquei tocar algumas notas, mas sentia você em todas elas.
E em todos os livros de romance, que uma vez gostei de ler - Quando você não existia.
Quando eu não falava coisas estupidas, quando eu tinha o controle, quando eu pensei que você era apenas mais uma estranha brincadeira. - Quando eu não procurava qualquer motivo para lhe ter por perto, nem fazia esforço para ser natural.
Meus lábios formigavam com palavras que nem eu conhecia, mas do jeito ue eu sentia frio, sabia que era melhor escondê-las.
Tentei coloca-las em frases, tentando acalmar a agitação no meu estomago e descobri, que não consigo mais segurá-las.
Elas criaram vida e estão sendo gritadas. "Eu meio que gosto de você"

- E isso não é brincadeira. 
Não precisa de regras e nem de explicação.

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você me conhece, eu faço tudo errado.

Jul. 23rd, 2009 | 09:21 pm


Oi, sou eu.
É eu sei, já faz algum tempo que eu não apareço.
Mas hoje eu estava encarando a janela, vendo as gotas de chuva cairem e pensei em você.
Não, também não acho que mereço pensar em você, não do jeito que eu pensei.
Eu só imaginei, como seria se eu lhe beijasse.
Sabe, como você tentou fazer e eu me virei?
Você iria virar também? Talvez sim. Eu sei que eu não sou mais aquela que você pensa antes de fechar os olhos e dormir.
Se você quer saber, você nunca disse isso. Era tudo nas entrelinhas. Você nunca falou que eu era essa pessoa. Você apenas sussurava enquanto eu assistia o filme ou contava uma história.
Eu sabia. Eu fingia que não entendia, mas eu escutava cada pedaço.
Você sabe como eu sou, eu tenho problemas.
Talvez se você tivesse me obrigado a ouvir, ou vindo me buscar quando eu não quis sair com você..
Eu saberia como é o seu beijo, não precisaria ficar imaginando ele molhado, na chuva.
Eu sei que eu estou inventando desculpas para jogar a culpa em você.
Também entendo que você foi embora, porque achou que eu não gostava como você. Era verdade.
Mesmo assim, você sabia que eu desabei?
Minhas mãos tremeram, minha visão turvou.
É claro que eu falei que estava feliz por você - eu estava,contudo, também estava processando como seria viver sem você.
Acho que foi naquele momento, que eu entendi tudo.
Que na verdade, você era tudo que eu precisava. Todas as desculpas e toda vez que eu dizia tchau eram na verdade, medo de ficar e me entregar completamente. Porque você nunca correu. Mesmo quando eu mostrei meu pior lado, você sorriu.

Eu não estou só falando isso porque você não está mais aqui. Porque já faz algum tempo. Se fosse algo irrelevante, eu não estaria mais assim. A sensação de ter feito a maior cagada da minha vida (desculpa, mas eu não acho palavras bonitinhas) já teria se esvanecido e eu não precisaria procurar mais seu rosto em outros rostos e teu abraço em outros braços.
Não me sentiria sem um pequeno pedaço, porque, não importa onde eu vá, não é você.


É eu sei que eu não mereço falar tudo isso
Não se preocupe, eu não irei.
Jogarei as palavras na chuva, a água ira fazer com que elas sumam do papel. Eu não as sussarei para você.

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Gira gira, girassol

Jul. 8th, 2009 | 12:55 am


Quem faria um texto para uma planta? Eu certamente não. Mas e se fossem plantaS?
E se essas forem felizes e tirassem de você, também a felicidade?
Acho que talvez elas mereçam uma palavrinha ou duas..

Girassol, gira.

Gira mesmo que não tenha sol, brote mesmo que não tenha água o suficiente ou que a terra pareça improdutiva.

Quebre as suas próprias barreiras naturais.
Não é gostoso olhar de cima e saber que você tentou? Não foi gostoso ver que conseguiu?
E pensar que você apenas começou a girar...

Mesmo quando todo mundo falou que você era só um mato, olhar para cima fez toda a diferença.
Parece que até o impossível sol quente no inverno frio aconteceu.

Que lindo o mundo, quando há infinitas possibilidades. (E imaginação para vivê-las)
A simplicidade basta.

 



 

 ii.. cada gente louca, eu hein.


( para a flor que existe em cada um nós )

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amor em 4 segundos

Jul. 7th, 2009 | 11:41 pm


você sabe que é amor, porque você se sente tonta, suas pernas tremem e suas palavras (quando saem) não fazem o menor sentido. Você virou esse clichê todo, nunca esteve tão envergonhado, mal consegue se concentrar e seus sonhos já estão previsiveis (oh, você de novo?)

seu esforço está todo canalizado em não sair gritando, rabiscando e falando para todos o nome (daquele que você chama de amor) - ou pra fazer o menor numero de vezes possivel.

seu peito quase não se aguenta, você sente-se pequeno para todo aquele amor, para todo aquele sentimento que você nunca sentiu antes (até que você sinta de novo) e que bombeia fortemente, dentro de você

O amor é irracional. Por mais racional que você tente torna-lo.

Não tem jeito, é engolir seco e raspando, mas tudo bem, porque é melhor do que você imaginou, mais intenso, mais encantador.

Mais aterrorizante. Aquele delicioso frio da barriga do 'falo ou não falo' e o medo de levar um não, que mais parece um dizer não à felicidade, eterna.
(porque o amor não é eterno?)

Eterno enquanto dure. Porque uma vez que você aceita todas as condições (para esse tipo de amor) você percebe que... não é verdadeiramente amor. (não aquele que você achou que seria)

Sem ouvir o não, parece que tudo está mais claro agora. A pessoa já não apareceu em dois sonhos, sua voz não lhe causa mais arrepios e não há mais nada para se controlar. As outras palavras fluem normalmente, aquelas, desapareceram.

Todo aquele brilho está agora meio fosco, a ansiedade diminuida.

O que mudou? O que está errado?

Não, não foi a outra pessoa, foi você.
É o mesmo perfume, que você até acha gostoso, mas não tem vontade de se afundar mais.
Os mesmos dedos compridos, só que você não tem mais vontade de de passar os seus entre eles.

Contudo, ao contrário do que está imaginando, o amor não acabou, não. ( E sim, era amor)
Ele durou o tempo que deveria durar e completou o que em mim, necessitava completar.
Essa é a minha maneira quatro segundos de amar.



(alguns, nem isso terão)

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o papel amassado que eu não consegui lhe entregar

Jul. 3rd, 2009 | 02:44 pm

Então você veio e me falou sobre ele.
Sobre tudo que ele sentia, mas que na verdade, eu queria que VOCÊ sentisse.

Que você fosse o cara que eu faço feliz, que eu sou o motivo de você acordar cedo e arriscar um bom humor.
Que você pensou se eu ia gostar do seu cabelo, quando você o bagunçou ao acordar, ou do perfume que você teve o cuidado de não passar demais.

Queria que você tivesse se flagrado pensando em mim, sem motivos, enquanto você deveria estar concentrado estudando. Como eu faço, com você.

Queria que você me visse sentada sozinha e beijasse minha testa. Depois, pegasse minha mão e me guiando, me levasse a um lugar tranquilo e por fim me beijasse. Realmente me beijasse.

Queria que você falasse "Eu li aquele seu livro favorito - e odiei". Porque eu adoro quando você é você, mesmo que não seja perfeito, porque eu já te acho perfeito demais.

Queria que você sonhasse algumas noites comigo e que de vez em quando, gritasse porque está com ciumes daquele menino que sempre vem conversar, sobre nada.

Mas não, você continou a falar sobre ele e se eu queria outro, que não você.
E eu, só conseguia pensar em como falar tudo isso para você...

 

 

FIM (:

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and it's all in my head, But [he's] touching [her] chest now

Jun. 17th, 2009 | 11:25 pm

Se você pudesse desejar qualquer coisa no mundo, Ty, o que seria?
"Qualquer coisa?"
Sim. Pode ser qualquer carro, qualquer qualidade, qualquer poder.
"Queria pegar a sua mão."
Como assim? Você pode ter tudo e você quer pegar a minha mão?
"É. "
Porque?
"Porque eu tenho esperanças que se eu pedir isso, eu também possa olhar nos seus olhos. E olhando neles, sua mão em minha mão, eu vou ter tudo."
"Não me olha assim. Eu estou falando sério."



________


eu sempre tive muitos problemas com relacionamentos
ou pode-se dizer que eu tenho problemas com confiança.
então, quando eu digo que, durante muito tempo eu pensei sobre tudo o que me faria feliz em encontrar uma pessoa, pode apostar que eu o fiz.
mas na verdade, tudo o que eu cheguei a solução ( 'sueter com manga dobrada ow 3/4 praticamente colada no corpo, mostrando as costas musculosas, a barriga e os braços não muito grandes', cabelo bagunçado ( pode usar pomada nessa, ou moicano ), calça jeans desbotada e uma revista amassada no bolso (...) na verdade, tudo o que eu queria - e quero - encontrar é atitude.
Não quero que ele me mande flores todos os dias, longe de mim isso. Mas eu quero que um dia, ele faça algo que me deixe com as pernas tremulas.
Não precisa ser algo planejado,
mas algo impulsivo como atirar pedras em minha janela e me levar para dar uma volta no meio da noite.
Ou quem sabe me olhar de um jeito que me deixe tonta ou dizer que gosta de mim durante uma briga.
Quero algo com emoção.
Eu sempre gostei dos rebeldes.
O principe encantando parece tão entendiante. Talvez se ele aparecesse em uma Harley e simplesmente me desse seu capacete eu estaria muito mais excitada em sair da torre do que se ele, sei lá, matasse um dragão ou tentasse escalar o castelo.
Quero olhares escondidos, que só nós iriamos entender e ao mesmo tempo, me deixaria completamente confusa. 'O que ele quer dizer com isso?'
Quero que ele pressione seu corpo sobre o meu e me beije - violentamente - só porque eu estava falando demais.
Nao quero que ele me mande mensagens perguntando como foi o meu dia.
Mas que simplesmente apareça no meu trabalho, perguntando se eu quero tomar um café
Quero que ele seja imprevisivel
que seu pedido de casamento seja feito num parque escuro, sob as estrelas e o brilho do lago, refletindo e deixando seus olhos ainda mais .. perfeitos.
E quero ainda mais que o casamento seja simples e que eu esteja em um vestido branco colado e que ele me diga que ele não sabe como esperou tanto tempo e como eu o faço feliz.
Eu quero chorar quando ouvir isso. Porque pode ser talvez a primeira vez e a ultima que ele va falar, com palavras.
Porque eu não quero muitas palavras.
Quero ações. Quero música, mesmo aquelas sem sons.
Quero me apaixonar pelo seu livro favorito, no qual eu julguei ser idiota por causa da capa nerd e estupida e quero ve-lo secretamente gostar do meu filme romantico e meloso.
Não quero que ele ande de mãos dadas cmg
quero que um dia, ele pegue a minha mão e isso me faça arrepiar. quero sentir que ele se arrepiou também, mas controla isso melhor do que eu.
Quero que ele desperte a menina em mim. Quero estar pronta para chorar por achar que ele não se importa e ouvir as pedras na janela novamente.
Quero ele inteiro.
Mas não que ele viva inteiramente para mim
quero que ele tenha a sua vida também e que continue me impressionando com seu trabalho que paga mal e com reclamações sobre isso.
Quero tudo isso
sem que ele precise de um manual sobre como ser - tudo aquilo que eu tive que inventar, só para que ele existisse..

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tenham todos, uma boa semana!

Apr. 27th, 2009 | 02:39 pm

"Precisa de alguma coisa?"
"Sim, afasta-te um pouco do meu sol"


(:

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só para dizer olá.

Apr. 22nd, 2009 | 08:55 pm


Mesmo se eu forçar, espremer, ainda não sairia um texto bom.
Sem tempo, sem muita inspiração
No presente, vivo pelo futuro. ( Ironia do destino )

Estou bem.
"Bem" é a melhor palavra para me descrever
nem ótima, nem mal.

Vou seguindo um passo de cada vez,
mesmo sem saber direito a direção,
um passo ja não me faz ficar parada. 

Quem sabe meu coração não guia.
 



Beeeeeeijo.

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little piece of. whataver

Mar. 22nd, 2009 | 09:07 pm

How many times
a person can have your heart broken?


- this is not about me.
Im sorry he is a jerk.

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(no subject)

Mar. 19th, 2009 | 08:08 pm


Sometimes I think I was born backwards,
you know came out my mum the wrong way.
I hear words go past me backwards.
The people I should love I hate, and the people I hate...


Effy =]

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Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

Mar. 19th, 2009 | 06:00 pm

"A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado.
A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma."

(1972)


Marina Colasanti



____


Lembrei desse texto hoje.

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